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Demanda por apartamentos funcionais impulsiona mercado em Natal

Redação Portal HD by Redação Portal HD
agosto 3, 2026
in Em Foco
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Demanda por apartamentos funcionais impulsiona mercado em Natal

O mercado imobiliário de Natal está em franca expansão, marcado pela busca por apartamentos funcionais e de menor valor. Dados do Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon-RN), elaborado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostram que no primeiro trimestre de 2026 as vendas de imóveis residenciais verticais cresceram 47% na capital, enquanto os lançamentos avançaram 61%. Ainda segundo o levantamento, os apartamentos de dois quartos representam 65,7% da oferta disponível, enquanto os empreendimentos econômicos concentram 43,3% do estoque.

A alta deve-se, ainda, à ampliação das faixas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que permitiu a inserção de famílias de classe média, com renda de até R$ 13 mil. No primeiro trimestre deste ano, de acordo com informações da Caixa Econômica Federal, foram realizados 264 financiamentos habitacionais destinados à aquisição de imóveis no âmbito do programa, dos quais 62 estão na Faixa 3 e 34 na modalidade 4 (classe média) – os demais financiamentos estão nas faixas 1 e 2.

De olho nesse mercado, a MDNE estreou na capital potiguar com o Ún1ca Veredas Villa Park, um empreendimento com três torres residenciais e apartamentos de 45 m², com dois quartos. A holding atua em diferentes segmentos por meio da Moura Dubeux. De acordo com Wescley Magalhães, gerente de Incorporação da MDNE no RN, o Ún1ca chega para atender à demanda reprimida que ainda existe na cidade por esse tipo de produto.

“Nesse novo momento, dois produtos em especial surgem como protagonistas, que são os projetos voltados para a região que engloba Ponta Negra, principalmente aqueles inseridos nas faixa 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida. É nessa área que está o Ún1ca, localizado na Ayrton Senna, entre Capim Macio, Ponta Negra e Neópolis”, aponta.

De olho nesse mercado, a MDNE estreou na capital potiguar com o Ún1ca Veredas Villa Park, um empreendimento com três torres residenciais e apartamentos de 45 m², com dois quartos. A holding atua em diferentes segmentos por meio da Moura Dubeux. De acordo com Wescley Magalhães, gerente de Incorporação da MDNE no RN, o Ún1ca chega para atender à demanda reprimida que ainda existe na cidade por esse tipo de produto.

“Nesse novo momento, dois produtos em especial surgem como protagonistas, que são os projetos voltados para a região que engloba Ponta Negra, principalmente aqueles inseridos nas faixa 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida. É nessa área que está o Ún1ca, localizado na Ayrton Senna, entre Capim Macio, Ponta Negra e Neópolis”, aponta.

Segundo ela, os empreendimentos possuem entrada a partir de R$ 230, com prestações a partir de R$ 500, a depender do tipo de financiamento contratado, da renda do comprador e do produto escolhido, já que cada faixa do MCMV tem regras próprias de subsídio, taxa de juros e prazo. “Os apartamentos de dois quartos representam o ponto de equilíbrio ideal entre custo e funcionalidade: atendem famílias pequenas, casais e compradores solteiros, mantendo o valor final do imóvel dentro dos limites de enquadramento das faixas do MCMV”, detalha Renata Melo.

Roberto Peres, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado (CRECI-RN), também avalia que as novas linhas de crédito do MCMV estão ampliando as possibilidades para o mercado. “São imóveis com uma taxa de juros nominal mais baixa, de até 10%, diferentes dos 11,5% ou 12% já cobrados, com um prazo de financiamento mais longo, de até 420 meses, entrada mínima de 20% e preços na faixa dos R$ 500 mil, voltados à classe média”, afirma.

Para Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sinduscon-RN, além da ampliação do MCMV, a maior confiança do mercado estimulou a compra de imóveis em Natal. “Do lado da oferta, as construtoras responderam ao aumento da demanda com mais lançamentos, concentrando-se principalmente em empreendimentos voltados à classe média e ao segmento econômico, que representam a maior parte da procura”, analisou.

Renda e taxa de juros são desafios do setor

Segundo Francisco Ramos, do Sinduscon-RN, a renda das famílias potiguares continua sendo um desafio importante para o setor. “O aumento do custo de construção, com a consequente elevação do valor de venda do metro quadrado dos imóveis, pode reduzir a capacidade de compra das pessoas, especialmente aquelas de menor renda. Assim, o MCMV melhora o acesso à moradia, mas ainda não elimina completamente a dificuldade de financiamento para uma parcela significativa dos potiguares”, analisa. De acordo com o Censo Imobiliário, o preço médio do metro quadrado aumentou 13%, chegando a R$ 9.283 no primeiro trimestre em Natal.

Os avanços do setor, no entanto, devem continuar, na avaliação de Roberto Peres, do CRECI. “Quando os juros caírem e a inflação diminuir, a velocidade de vendas aumentará, especialmente por conta da demanda reprimida que existe em Natal”, comenta. Ele frisou que a atualização do Plano Diretor de Natal (PDN) também estimulou o setor. “A mudança no gabarito [altura máxima permitida para as construções] e o potencial construtivo atualizado para cada região são bons exemplos de como o Plano Diretor colabora para o avanço do mercado imobiliário na cidade”, pontua.

O secretário Thiago Mesquita, de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) de Natal, também aponta que os efeitos da atualização do PDN podem ser observados em todas as zonas administrativas. “Áreas como Capim Macio, Ponta Negra, Lagoa Nova, Tirol e Petrópolis receberam grande valorização imobiliária após a vigência do PDN atual, mas a zona Norte também começa a despontar como uma região de muita importância, com empreendimentos que já somam de 800 a 1,2 mil unidades, passando a ser uma importante referência para o mercado imobiliário local”, ressalta o secretário.

A arquiteta e urbanista Sophia Motta ressalta, além do PDN, as mudanças trazidas pelo Código de Obras como um dos fatores para a expansão. “Enquanto o Plano Diretor definiu o que pode ser construído, o Código de Obras definiu como vai ser construído. Alguns pontos de destaque são as questões de licenciamento e de vagas para estacionamento. Antes, a lei pedia muitas vagas [de estacionamento] por unidade, o que inviabilizava alguns empreendimentos”, diz.

Neópolis concentra maioria dos lançamentos

De acordo com o Censo Imobiliário do Sinduscon-RN, o bairro de Neópolis, na zona Sul de Natal, concentrou quase 60% dos lançamentos realizados na capital no primeiro trimestre de 2026, tornando-se o principal eixo de expansão imobiliária da cidade. A arquiteta e urbanista Sophia Motta aponta a existência de uma combinação de fatores que justificam a atratividade do bairro.

“Neópolis está perto de corredores viários importantes, como a BR-101 e a Avenida Ayrton Senna. O bairro tem uma boa oferta de comércio, serviços, escolas e policlínicas e, ao mesmo tempo, apresenta terrenos com valores mais competitivos do que áreas extremamente valorizadas, como Tirol, Petrópolis e Ponta Negra”, avalia.

Roberto Peres, do Creci-RN, concorda. Ele cita que graças aos terrenos com valores mais baixos Neópolis consegue absorver unidades com faixas de preço dentro do Minha Casa, Minha Vida. “São imóveis dentro da faixa que vai dos R$ 450 mil a R$ 500 mil. Com o MCMV, a venda desses empreendimentos é impulsionada, resultando nesses resultados referentes ao bairro”, indica.

Wescley Magalhães, da MDNE, explica que a escolha para a localização do Ún1ca Veredas, na delimitação entre três bairros, dentre eles, Neópolis, tem a ver com uma decisão tomada com cautela a partir de um mapeamento que leva em conta qualidade de vida, oferta de serviços e comodidade.

A localização foi uma das razões para o enfermeiro Eduardo Pinheiro, de 32 anos, para a compra do primeiro apartamento, uma das unidades do Ún1ca. “É um empreendimento que atende às necessidades da família, composta por duas pessoas, em uma localização que eu conheço bem, porque minha mãe mora nas proximidades e que oferece tranquilidade e segurança”, afirma.

A expansão na área, contudo, causa preocupação para quem vive no bairro, como indica Leandro Varela, de 41 anos, que mora em Neópolis, desde que nasceu. “Acho que a maior questão a ser melhorada, principalmente com a chegada de novos empreendimentos, é a mobilidade”, diz.

O crescimento imobiliário nesta e em outras áreas, portanto, precisa ser planejado, de acordo com a arquiteta e urbanista Sophia Motta. “A oferta de empreendimentos gera uma movimentação de pessoas – chamada de densidade – e isso precisa ser acompanhado por investimentos públicos em mobilidade, drenagem e saneamento. A gente lembra aqui da outorga onerosa, que é uma concessão emitida pela Prefeitura para que o dono de um imóvel construa acima do coeficiente básico estabelecido pelo Plano Diretor, mediante o pagamento de uma contrapartida financeira”, explica.

“O objetivo da outorga é reverter os investimentos para as áreas de movimento imobiliário. É uma fonte que vem dos próprios empreendimentos. A Prefeitura sabe antecipadamente onde essas construções vão ocorrer, toda vez que se dá entrada em um licenciamento. E, como elas levam de quatro a cinco anos até a conclusão, existe um tempo razoável para que o poder público faça o planejamento urbano das demandas de infraestrutura que vão surgir em uma determinada região”, finaliza a arquiteta.

Faixas do MCMV

Faixas 1 e 2: renda familiar de até R$ 5 mil, com teto máximo do valor do imóvel de
R$ 260 mil;

Faixa 3: renda familiar de R$ 5 mil a R$ 9 mil, com teto máximo do valor do imóvel de
R$ 600 mil;

Faixa 4: renda familiar de R$ 9.001 a R$ 13 mil.

Fonte: Caixa Econômica

Fonte: Tribuna do Norte

Tags: ApARTAMENTOSSINDUSCON RN
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