A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que, na percepção dos empresários, a atividade do setor voltou a registrar queda em setembro de 2026 (indicador de 46,8 pontos), interrompendo dois meses consecutivos de expansão.
O indicador atual é 3,8 pontos superior ao observado em setembro de 2025 (43,0 pontos) e está 3,1 pontos acima de sua média histórica (hoje em 43,7 pontos). Acompanhando o desempenho negativo da atividade, o número de empregados também apontou contração (46,8 pontos), após dois meses de estabilidade. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO), por sua vez, avançou 6 pontos percentuais, passando de 45% para 51%, o maior percentual desde julho de 2024 (52%).
No terceiro trimestre de 2026, os resultados da Sondagem indicam melhora das condições financeiras do setor, ainda que os indicadores permaneçam abaixo da linha divisória de 50 pontos. A satisfação com o lucro operacional avançou de 28,2 para 40,6 pontos, interrompendo três quedas trimestrais consecutivas, e o indicador de situação financeira subiu de 31,9 para 46,8 pontos, o maior valor desde o quarto trimestre de 2013 (47,4 pontos). O acesso ao crédito também melhorou, ao passar de 40,7 para 43,9 pontos, maior patamar desde o terceiro trimestre de 2012 (47,8 pontos). Por sua vez, a pressão de custos voltou a arrefecer: o indicador de preço médio das matérias-primas recuou de 68,1 para 62,5 pontos, mas permanece em patamar elevado (valores acima de 50 pontos indicam aumento de preços).
Demanda interna insuficiente, taxas de juros elevadas, elevada carga tributária, falta de capital de giro, falta ou alto custo de trabalhador qualificado e inadimplência dos clientes se constituíram os principais problemas enfrentados pela Construção potiguar no terceiro trimestre de 2026.
Em outubro de 2026, as expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses são de crescimento do nível de atividade (59,3 pontos), das compras de insumos e matérias-primas (59,3 pontos), dos novos empreendimentos e serviços (59,3 pontos) e do número de empregados (56,1 pontos). A intenção de investimento, por sua vez, registrou forte alta, de 33,4 para 46,4 pontos, alcançando o maior valor desde julho de 2014 (48,6 pontos).
Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Indústria da Construção com os resultados divulgados em 26/10 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais preveem estabilidade no nível de atividade (50,1 pontos) e queda nas compras de insumos, no lançamento de novos empreendimentos e serviços e no número de empregados nos próximos seis meses, conforme indicadores de 49,7, 48,6 e 48,7 pontos, respectivamente.
Para maiores informações sobre a Sondagem da Construção Civil, acesse o link: https://www2.fiern.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Sondagem%20Industria%20da%20Const_set%202026.pdf








