O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, garantiu na prática a recondução ao cargo para o mandato 2027-2031 após o registro de chapa única para a eleição marcada para novembro. A ausência de adversários confirma o ambiente de consenso construído em torno da atual gestão e afasta a possibilidade de uma disputa interna na principal entidade representativa da indústria potiguar.
Embora mantenha a maior parte do grupo que o acompanha desde o início da gestão, Serquiz promoveu ajustes considerados estratégicos na composição da diretoria. A principal novidade é a entrada do empresário Sérgio Henrique Andrade de Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, na relação de vice-presidentes da federação.
A inclusão de Sérgio Azevedo é vista nos bastidores como um movimento de fortalecimento da representatividade da construção civil dentro da entidade e de ampliação da base de apoio ao atual presidente. O setor é um dos mais relevantes da economia potiguar e vinha sendo apontado como um dos espaços de maior influência no debate sobre a sucessão da Fiern.
A chapa também mantém nomes de peso da indústria local, como Francisco Vilmar Pereira, que permanece na primeira vice-presidência, além de Edilson Batista da Trindade, Ednaldo Mendonça Barreto, Pedro Augusto da Escóssia Chaves, Sílvio Torquato Fernandes, Maria da Conceição Rebouças Duarte Tavares e Marcelo Rosado Maia Batista.
Entre as mudanças, Gabriel Calzavara deixa a lista de vice-presidentes, enquanto Pedro Alcântara Rego de Lima passa a ocupar a função de primeiro secretário, no lugar de Heyder de Almeida Dantas, um dos cargos mais importantes na diretoria depois da presidencia. Pedro Lima, presidente do Grupo 3 Corações. Já Heyder de Almeida Dantas, que integrava a diretoria executiva, deixa o núcleo principal da administração e passa a suplente da delegação junto à CNI.
A composição revela uma estratégia de continuidade administrativa combinada com a acomodação de lideranças de diferentes segmentos industriais. Com a chapa única registrada, a eleição de novembro tende a formalizar a permanência de Serquiz no comando da Fiern por mais quatro anos, preservando a linha de atuação adotada desde sua posse em 2023 e reforçando a unidade política do setor industrial potiguar.
Fonte: Blog Na Hora H









