O custo médio da construção civil no Rio Grande do Norte avançou 0,56% em maio em comparação com abril, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, 12 de junho de 2026. Apesar de apresentar uma desaceleração frente à variação de 1,22% registrada no mês anterior, o índice posicionou o estado com a quinta maior alta do País no período, considerando a série com ajuste sazonal.
Esses dados integram o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), uma parceria entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal que serve de referência para orçamentos e contratos de obras públicas e privadas em todo o País.
Com o resultado de maio, o custo médio para construir no Rio Grande do Norte atingiu R$ 1.808,67 por metro quadrado. Deste total, R$ 1.085,60 são atribuídos aos materiais de construção, enquanto R$ 733,25 referem-se aos custos com mão de obra.
Apesar do aumento mensal, o Rio Grande do Norte se manteve entre os estados com os menores custos de mão de obra na construção civil no Brasil. O valor apurado pelo Sinapi coloca o estado na quinta posição entre os menores custos nacionais neste segmento.
No acumulado de 2026, o custo da construção civil potiguar apresenta um crescimento de 3,96%. Já na comparação dos últimos 12 meses encerrados em maio, a alta acumulada atinge 5,74%, evidenciando o avanço gradual dos custos do setor ao longo do período.
O desempenho reflete um cenário de reajustes nos preços de insumos e nos custos de mão de obra, componentes essenciais para o cálculo do indicador. O Sinapi monitora mensalmente a evolução desses itens em todas as unidades da federação, permitindo a observação das variações do setor.
Além do segmento habitacional, o sistema do IBGE e da Caixa Econômica Federal fornece dados sobre salários medianos da mão de obra e preços de materiais, máquinas, equipamentos e serviços para áreas como saneamento básico e infraestrutura. Essas estatísticas auxiliam gestores públicos, empresas e instituições financeiras na elaboração e revisão de projetos, planejamento de investimentos e atualização de contratos públicos.
Os resultados do Sinapi são amplamente utilizados como parâmetro para correção de despesas em contratos e obras em execução. A divulgação destes índices auxilia na tomada de decisões estratégicas e na gestão de custos do setor da construção civil em todo o País.
O resultado de maio indica que, embora a construção civil potiguar tenha apresentado desaceleração em relação ao mês anterior, o setor continua a observar uma elevação de custos em 2026. Esse movimento acompanha tendências nacionais e reforça a necessidade de atenção ao impacto dos preços de materiais e mão de obra na atividade econômica.









